28 de jan de 2010

Tentativa de Soneto


Procurando por si mesmo, um dia
Diante de um grande e velho espelho parou.
Olhando-se interiormente, na contorcida face sentia
Que um olhar de brilho morto, o olhou

Solidão, agonia, frieza e terror. Ele via
Que nesse olhar amarelo se apagou
O brilho e o desejo da vida. Que parecia
Que um grande e terrível vazio lhe tomou

Olhar de monstro, bicho, fera
Certeiro, por um bote espera
Segue, como lince negro, seu instinto primitivo!

Olhar sem emoções. Sentimento enterrado
No entanto claramente trás no olhar injetado
Uma tendência obscura de ser vivo!


3 de jan de 2010

INTENSIDADE


“Tudo solto ou intenso?” Perguntou um amigo.

O ser humano é um animal triste que esta sempre a procura da felicidade e se a vida é feita de momentos, devemos vive-los intensamente, aproveitar cada segundo. Há os momentos felizes, os bons, os ótimos, os momentos ruins, os tristes, os difíceis e os necessários; e sim, há os perfeitos, que são raros. É difícil admitir, mas são os momentos mais difíceis que acabam nos ensinando alguma coisa, que nos fazem crescer, amadurecer e que trazem experiências. Seria então preferível viver sempre feliz, porem uma vida sem tropeços, sem crescimento, sem aprendizado, ser imaturo, ingênuo e limitado?
Devemos viver cada momento, intensamente, sugar toda a essência de vida que há neles, pois cada momento é único e o tempo não volta atrás.

E quanto aos relacionamentos pessoais? Até que ponto devemos amar intensamente? Até que ponto se entregar? Se envolver? Podemos escolher?
É preciso viver os momentos, os nossos momentos, não os dos outros. Procurar viverem todos as nossas vontades, sonhos e desejos, pois quando estamos realizados e felizes, todos ao nosso redor também sentirão.
O ser humano é animal solitário por natureza e é ridículo acreditar que vamos ter uma pessoa pra sempre ao nosso lado. As pessoas vêm e vão a nossas vidas, umas se demoram mais, outras menos, o valor que lhes atribuímos depende da intensidade com que nos tocam. É preciso deixá-las irem quando necessário e também, quando necessário, saber partir.

Às vezes nos culpamos, ao realizar certas vontades, por fazer sofrer, ao mesmo tempo, alguém que amamos. Será que somos realmente culpados? Temos essa culpa? Não podemos fazer todos felizes. Por isso digo: ame-se, sempre, mais que qualquer outra coisa, trabalhe e busque realizar todas as suas vontades e viva intensamente, pois tudo é permitido até o limite da liberdade alheia.

Creio que a resposta seja: Viva livremente e seja profundamente intenso!