24 de nov de 2009

Um pouco de amor.


Ah! O amor...
Lá vem você de novo com essa estória de amor!
Deveria ver sua cara, esse sorrisinho bobo, e até babão, sem falar nesse olhar distante, de zumbi, de alguém que realmente não anda bem das idéias. Me irrita!
E então vai entrar nessa de novo? Quero só ver no que isso vai dar...
Segundo o dicionário a palavra amor significa afeição viva por alguém ou por alguma coisa. Nota-se que não se fala em retribuição.
Não espere que o esse amor seja recíproco. Creio que o amor de verdade seja gratuito, oferecido sem pretensões e esperanças de retorno, portanto meu caro se você não for capaz disso, caia fora!
Pensa que eu não sei? Que você sempre fica ai parado esperando o amor passar! Que fica esperando que ele bata à sua porta! Que bom seria se fosse assim! De repente “felizes para sempre”. Mas não é. E é por isso que você sempre tropeça e cai, sofre feito cachorro. O amor verdadeiro não nos faz sofrer e nunca deve ser encarado como um acontecimento que vai mudar a sua vida, o amor é um processo pelo qual você passa, com começo, meio e fim, e sim, pode acontecer varias vezes, basta estar aberto a ele.
O amor é para ser vivido no presente, no aqui e agora, e intensamente.
Talvez o que lhe falte seja um pouco mais de amor próprio. Porque não? Se estamos falando de amor é importante não esquecer, principalmente, de se amar também.
As pessoas nos dão o mesmo valor que nós nos damos, portanto dê-se o valor! Ame-se!
Nem de mais, nem de menos, mas o suficiente pra saber quem é que manda.
Agora chega de besteiras...e depois que essa bobagem toda acabar você pode me procurar, estarei no bar mais próximo lhe esperando para beber e enterrar, seja lá o que for que você queira esquecer.

20 de nov de 2009

Ciranda




E de repente você acorda! E logo recomeça o conhecido som que faz arder seus ouvidos, que enche sua cabeça, atormenta sua mente, que dilacerar a sua alma, é como um eco que nunca para... E novamente as mesmas imagens distorcidas, apagadas, borradas e sem cores.
Único! Sozinho você caminha...
Como sempre, sons ecoantes chegam até você, sons distorcidos, passos, vozes, choros e gritos... Ao seu redor seres fantasmagóricos passeiam, pulam, dançam, te cercam e por vezes te acompanham... Sem rostos, sem aparências, apagados na escuridão. Nunca te tocam, nunca te ouvem realmente e nunca olham pra você... Uns passam rápido de mais, outros se demoram mais, outros você passa a identificar, mas todos sem exceção, sempre desaparecem.
Muito raramente você encontra um que te olha nos olhos. Sim! O reconhecimento é imediato! A marca, nítida e clara. Estampada, impressa em todo o seu ser. Um corte na alma. Imperceptível para olhos não também marcados. E sim! Ele sempre se afasta!
Um EU interior e inferior sempre joga contra você, te ilude, te trai, te machuca, te faz querer acreditar... Acreditar em quê? E aí você despenca, desmorona enquanto ele ri...
Com o tempo o cansaço, já velho conhecido, se faz presente e te reduz a uma carcaça rastejante... E você cai... Apaga...
E de repente você acorda...